Curso de Engenharia de Alimentos

Curso de Engenharia de Alimentos

Selo de qualidade do Guia do Estudante – Engenharia de Alimentos FZEA 2018

 

Projeto Político-Pedagógico

 

Criação: Conselho Universitário de 27.06.2000
Implantação período noturno: 2001
Implantação período diurno: 2004
Reconhecimento: Portaria CEE /GP 200 de 09/06/2014 (DOE de 11/06/2014, Seç. I, p. 37)
Coordenadora: Profa. Dra. Maria Teresa de Alvarenga Freire
Vice-Coordenadora: Profa. Dra. Marta Mitsui Kushida
e-mail: cocengal@usp.br

 

O curso de Engenheira de Alimentos foi regulamentado através da Lei n. 5.194 de 24 de dezembro de 1966, e Resolução n. 218 de 29/06/1973 do CONFEA, sendo uma profissão que integra a grande área das Engenharias.

 

O Engenheiro de Alimentos tem habilidade para desenvolver novos alimentos, embalagens, processos e equipamentos, elaborar e executar projetos, promover vendas técnicas, gerenciar pessoas e processos, garantir a qualidade e a segurança dos alimentos. Propor alterações em processos, métodos, equipamentos e dispositivos, correções nos tempos de fabricação e componentes dos produtos, desenvolvendo novos processos de fabricação para a melhoria da qualidade do produto, redução de perdas e maior produtividade. Além disso, o Engenheiro de Alimentos exerce papel importante no que diz respeito ao meio ambiente, pois tem competência para tratar os resíduos gerados pelas indústrias de alimentos, otimizar o consumo de água e energia no processamento, utilizar embalagens recicláveis, biodegradáveis ou até comestíveis.

 

Neste contexto, a indústria alimentícia é seu principal local de atuação, mas além dela, como o Engenheiro de Alimentos é essencialmente um Engenheiro de Processos, pode atuar em outras indústrias de transformação. Fábricas de rações, de equipamentos, de embalagens, de aditivos, de biotecnologia e usinas de álcool, assim como laboratórios de análise de alimentos, grandes redes de supermercados e de restaurantes, centros de pesquisas, de distribuição e empresas de gerenciamento ambiental, também são potenciais empregadores.

 

Trata-se, portanto, de um profissional com formação abrangente e multidisciplinar. Para propiciar esta formação, o curso de Engenharia de Alimentos da FZEA/USP é estruturado de forma que, em seus dois primeiros anos, são oferecidas principalmente disciplinas das ciências básicas, tais como Matemática, Física e Química. Porém, já no segundo ano, são inseridas disciplinas das Ciências de Engenharia de Alimentos, tais como Química e Microbiologia dos Alimentos. A partir do terceiro ano iniciam-se as disciplinas da área de engenharia aplicada, tais como as Operações Unitárias, Refrigeração, Engenharia Bioquímica e Controle de Processos, que são mescladas com disciplinas de caráter tecnológico, tais como as Tecnologias de Leite e Derivados, de Cacau e Chocolate, de Carne e Derivados, de Álcool e de Bebidas Fermentadas. No terceiro e quarto anos está inserida a maior carga horária das disciplinas da área de humanidades, tais como Economia, Gestão, Administração e Distribuição. Finalmente, no quinto ano, o aluno consolida o aprendizado na disciplina de Planejamento e Projeto, e centraliza-se no aprendizado prático por meio do estágio na indústria.

 

A FZEA/USP oferece 100 vagas no seu curso de Engenharia de Alimentos. O ingresso é efetuado após aprovação no vestibular da FUVEST, que é realizado anualmente, nos meses de novembro (primeira fase) e janeiro (segunda fase).

 

O curso é oferecido nos períodos diurno, de segunda a sexta-feira, e noturno, que inclui aulas aos sábados pela manhã. Todavia, as grades curriculares e os conteúdos das disciplinas são similares para ambos os períodos. Além do ensino gratuito, o estudante da FZEA/USP ainda tem possibilidade de conseguir auxílio moradia e alimentação. Pode se inserir em projetos de pesquisa, ensino e extensão, o que pode possibilitar o recebimento de bolsas de iniciação científica, de ensinar com pesquisa e de apreender com cultura e extensão.

 

O curso de Engenharia de Alimentos da FZEA/USP tem como diferenciais a presença de três fábricas no Campus Fernando Costa, sob responsabilidade de sua Prefeitura, em pleno funcionamento: um laticínio, um frigorífico e uma fábrica de rações, cujas instalações são utilizadas para aulas práticas e estágios, possibilitando ao graduando vivenciar rotinas industriais ainda durante sua formação.

 

Outro grande diferencial do curso é a prática da política de internacionalização no ensino, que tem propiciado o intercâmbio de estudantes para instituições conveniadas de vários países, como a França, Estados Unidos, Portugal, Espanha, Chile, Itália, Argentina e Alemanha. Esta estratégia de mobilidade bilateral visa promover melhor compreensão dos valores universais, vislumbrar novas perspectivas na área e respeito à diversidade sociocultural.

 

 

 
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