Cinco docentes da Faculdade estão entre os pesquisadores de maior impacto científico do mundo, segundo levantamento internacional elaborado por Stanford e publicado pela Elsevier.
Docentes e pesquisadores da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da Universidade de São Paulo (USP) figuram na edição mais recente do prestigiado levantamento internacional World's Top 2% Scientists, que reúne pesquisadores de destaque entre os 2% mais influentes do mundo em suas respectivas áreas de atuação.
Nesta edição, cinco docentes da FZEA foram incluídos na 9ª edição da base internacional Updated science-wide author databases of standardized citation indicators, elaborada pelo professor John P. A. Ioannidis, da Universidade Stanford (Estados Unidos), em parceria com a editora Elsevier. O levantamento foi publicado em 7 de outubro de 2026 e considera indicadores relacionados ao impacto e às citações recebidas pelas publicações científicas.
O reconhecimento reforça a relevância internacional da produção científica desenvolvida na FZEA e evidencia a contribuição de seus pesquisadores para o avanço do conhecimento em diferentes áreas, incluindo Ciência de Alimentos, Edificações e Construção e Ciência Leiteira e Animal.
A presença de pesquisadores da Faculdade no levantamento também contribui para consolidar o campus da USP em Pirassununga como um importante polo de produção científica, tecnológica e de inovação, com pesquisas que abrangem temas estratégicos para a sociedade, como sustentabilidade, engenharia, alimentos, bioprocessos e produção animal.
Nesta edição, cinco docentes da FZEA foram incluídos nas listas do levantamento, que apresenta resultados considerando tanto o impacto acumulado ao longo da carreira quanto o desempenho científico no ano de 2025.
Profa Helena Lage Ferreira
(2ª da direita para a esquerda)
A professora Dra. Helena Lage Ferreira, da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da Universidade de São Paulo (USP), foi condecorada durante o 37.º Congresso Brasileiro de Virologia e a 21.ª edição do Mercosul Meeting of Virology, realizados de 20 a 24 de outubro de 2026, em Maceió (AL).
A homenagem ocorreu em celebração dos 40 anos da Sociedade Brasileira de Virologia (SBV), que concedeu à docente uma medalha comemorativa em reconhecimento da sua trajetória e das contribuições prestadas à Sociedade e à virologia brasileira.
A distinção destaca a sua atuação científica e institucional, incluindo a sua contribuição para o desenvolvimento da área, a formação de novos virologistas e o fortalecimento da pesquisa e do ensino em virologia. A professora esteve à frente da presidência da SBV no biênio 2023–2024.
O reconhecimento representa também a valorização do trabalho desenvolvido por pesquisadores e docentes que contribuem para o avanço do conhecimento científico e para o fortalecimento da virologia no Brasil.
A Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da Universidade de São Paulo (USP) realiza, nos dias 13 e 14 de outubro, o evento FZEA Portas Abertas, iniciativa que busca aproximar estudantes, comunidade e universidade, apresentando os cursos de graduação, as pesquisas e os projetos desenvolvidos pela Faculdade.
Realizado no campus Fernando Costa da USP, em Pirassununga, o evento conta com uma programação diversificada, incluindo feira de cursos, Mostra Científica e atividades interativas, proporcionando aos visitantes a oportunidade de conhecer de perto a estrutura da FZEA e descobrir como a ciência é produzida dentro da universidade.
Durante os dois dias, das 8 às 17 horas, o público poderá conhecer os quatro cursos de graduação oferecidos pela Faculdade: Engenharia de Alimentos, Engenharia de Biossistemas, Medicina Veterinária e Zootecnia. A programação também apresenta pesquisas, projetos de extensão e diferentes possibilidades de formação acadêmica e profissional.
Segundo Deise Dellova, presidente da Comissão de Cultura e Extensão, a iniciativa tem como objetivo apresentar à comunidade as atividades desenvolvidas pela FZEA. “Queremos mostrar as atividades dos cursos de graduação da FZEA e dos projetos de extensão”, afirma.
Para a diretora da FZEA, Profa. Dra. Cármen Favaro Trindade, o evento representa uma oportunidade de aproximar a Faculdade da comunidade e apresentar o potencial do campus para a formação de profissionais e para o desenvolvimento científico. “Estamos muito felizes em receber a comunidade de Pirassununga e região para saber mais dos nossos cursos de graduação e pós-graduação, algumas de nossas pesquisas, de forma divertida e interativa, e para conhecerem o potencial do nosso lindo campus para formar profissionais nas áreas de Engenharia de Alimentos, Engenharia de Biossistemas, Medicina Veterinária e Zootecnia”, destaca a diretora.
A expectativa é que a iniciativa passe a fazer parte do calendário institucional da Faculdade. “Espero que a FZEA de portas abertas se torne uma tradição!”, ressalta Cármen.
O evento é realizado no campus Fernando Costa da USP, localizado na Avenida Duque de Caxias Norte, 225, Jardim Elite, em Pirassununga.
Veja mais informações e a programação completa no site: https://portasabertas.fzea.usp.br
Matéria completa no Jornal da USP:
https://jornal.usp.br/universidade/usp-em-pirassununga-abre-as-portas-para-aproximar-estudantes-e-comunidade-da-ciencia/
Da esq. para dir.: Profa Dra Silvia Cortopassi, Prof Dr Adriano Carregaro, Ayanne Walchhutter (mestranda), Marina Custódio (residente) e André Justo (doutorando)
O Grupo de Pesquisa NAVE – Núcleo de Anestesiologia Veterinária, da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da USP, recebeu, pelo segundo ano consecutivo, o prêmio de Melhor Trabalho no Congresso Brasileiro de Anestesiologia Veterinária.
A premiação ocorreu durante o XXXIII Congresso Brasileiro de Anestesiologia Veterinária, realizado de 23 a 26 de outubro, em Salvador (BA). O reconhecimento destaca a qualidade das pesquisas desenvolvidas pelo grupo e sua contribuição para o avanço do conhecimento na área de anestesiologia veterinária.
Ao todo, o NAVE apresentou quatro trabalhos no evento, sendo três desenvolvidos a partir de projetos de pós-graduação do Programa de Biociência Animal da FZEA e um relacionado à graduação.
O trabalho “Efeito poupador da dexmedetomidina na concentração anestésica mínima de sevoflurano em cascavéis sul-americanas”, de Boff et al., foi escolhido como Melhor Trabalho do evento.
Também foram apresentados os seguintes estudos:
• “Efeitos sedativos e antinociceptivos da dexmedetomidina em cascavéis sul-americanas”, de Soriano et al.;
• “Avaliação analgésica da pregabalina em gatas submetidas à ovariohisterectomia”, de Walchhutter et al.;
• “Correlação e concordância entre uma ficha anestésica digital e em papel para a monitoração de parâmetros vitais durante a anestesia”, de Rocha et al.
A conquista pelo segundo ano consecutivo reforça a relevância das atividades de pesquisa desenvolvidas pelo Grupo NAVE e evidencia a participação de estudantes de graduação e pós-graduação na produção de conhecimento científico na área de anestesiologia veterinária.
A FZEA parabeniza o Prof. Adriano Bonfim Carregaro MV, MS, PhD, Diplomado CBAV (Professor Associado Depto. de Medicina Veterinária) e todos os demais integrantes do grupo pela conquista e pelo trabalho desenvolvido, que contribui para fortalecer a pesquisa e a formação acadêmica na Universidade.
Pesquisa que transforma conhecimento em prática.
Resultados como esse demonstram a importância de investir na pesquisa científica e na formação de novos pesquisadores. Na FZEA, estudantes de graduação e pós-graduação têm a oportunidade de participar de projetos que aproximam a formação acadêmica de desafios reais das áreas de Medicina Veterinária e Zootecnia.
Teresa da Graça Luemba Gomes
Teresa da Graça Luemba Gomes, do Programa de Pós-Graduação em Biociência Animal, foi reconhecida por trabalho sobre diagnóstico de hemoglobinopatias por sequenciamento por nanoporos.
A mestranda Teresa da Graça Luemba Gomes, do Programa de Pós-Graduação em Biociência Animal da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da Universidade de São Paulo (USP), foi uma das três autoras premiadas durante seminário promovido pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PRPG) da USP. O evento foi realizado em 13 de agosto de 2026, no InovaUSP, em São Paulo, e celebrou o Acordo USP-Angola.
O acordo, firmado em fevereiro de 2024 entre a USP e o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI) de Angola, integra o Projeto de Desenvolvimento de Ciência e Tecnologia (PDCT), financiado por empréstimo de US$ 90 milhões do Banco Africano de Desenvolvimento. A iniciativa já viabilizou 128 bolsas de estudos na Universidade, sendo 10 de pós-doutorado, 65 de doutorado e 53 de mestrado, distribuídas entre diferentes unidades da USP.
O seminário reuniu cerca de 80 pós-graduandos angolanos e seus orientadores, além de contar com a apresentação de 46 trabalhos, entre dissertações de mestrado e teses de doutorado. Durante o evento, o pró-reitor de Pós-Graduação, Carlos Eduardo Ambrósio, anunciou que os autores dos três trabalhos considerados destaque teriam a oportunidade de participar de um congresso nacional. Entre os projetos premiados está o trabalho de Teresa da Graça Luemba Gomes, desenvolvido sob orientação do professor Heidge Fukumasu, da FZEA/USP.
Intitulado “Nanopore sequencing for the diagnosis of hemoglobinopathies: a proposal for diagnostic accessibility in low-infrastructure regions”, o projeto apresenta uma proposta voltada ao diagnóstico acessível de hemoglobinopatias por meio do sequenciamento por nanoporos, com foco em regiões que apresentam limitações de infraestrutura.
Teresa da Graça Luemba Gomes é médica clínica geral e professora assistente estagiária da Faculdade de Medicina da Universidade Onze de Novembro (FM/UON), em Angola. Atualmente, realiza mestrado no Programa de Pós-Graduação em Biociência Animal da FZEA/USP, no Brasil.
A premiação destaca a produção científica desenvolvida por pesquisadores angolanos em formação na USP e reforça a cooperação acadêmica e científica entre Brasil e Angola.
Confira o resultado completo do Prêmio CAPES de Tese – Edição 2026: https://www.gov.br/capes/pt-br/centrais-de-conteudo/resultados-dos-editais/edital-14-2026-resultado.pdf/@@display-file/file
A Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos(FZEA) da USP (Universidade de São Paulo) celebra o reconhecimento de pesquisas desenvolvidas com a participação de seus docentes no Prêmio CAPES de Tese – Edição 2026.
Na área de Medicina Veterinária, foi reconhecida a tese “Induced pluripotent cells as an alternative to produce viable gametes”, de Kaiana Recchia, desenvolvida na área de Anatomia dos Animais Domésticos e Silvestres, sob orientação da Profa. Dra. Fabiana Fernandes Bressan, docente da FZEA.
Na área de Nutrição, o trabalho “Desenvolvimento de um sistema de extração, separação e quantificação simultânea de derivados carnósicos e ácido rosmarínico de alecrim”, de Rodrigo Stein Pizani, também foi reconhecido. Atualmente professor temporário da FZEA, Pizani desenvolveu sua tese junto à área de Ciências da Nutrição e do Esporte e Metabolismo, com coorientação da Profa. Dra. Juliane Viganó, docente da Faculdade.
O reconhecimento destaca a qualidade e a relevância da pesquisa científica de-senvolvida na FZEA, além de evidenciar o compromisso de seus docentes com a formação acadêmica e a produção de conhecimento.
A FZEA parabeniza os pesquisadores, docentes e demais envolvidos por essa importante conquista e pelo reconhecimento alcançado no Prêmio CAPES de Tese – Edição 2026.
Lançado no ano de 2022, o programa Reitoria no Campus é um ciclo de reuniões em que representantes da gestão acadêmica passam o dia em um dos campi da USP – Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Na última sexta-feira, 28 de agosto, o campus Fernando Costa da USP, localizado em Pirassununga, sediou a primeira edição do programa Reitoria no Campus da atual gestão reitoral. O encontro reuniu representantes da Administração Central da Universidade e da comunidade local com o objetivo de alinhar estratégias, ouvir demandas específicas e promover uma gestão mais integrada e participativa na Universidade.
Lançado no ano de 2022, o programa Reitoria no Campus é um ciclo de reuniões em que representantes da gestão acadêmica passam o dia em um dos campi da USP — Bauru, Lorena, Piracicaba, Pirassununga, Ribeirão Preto, São Carlos e na capital — para se encontrarem com representantes da comunidade local e estimular o diálogo institucional. A ideia é que, com uma maior interação entre a Reitoria e os diferentes segmentos da comunidade acadêmica, temas relacionados a cada localidade possam ser discutidos com maior efetividade, debatendo propostas e formulando soluções práticas para a população universitária e a sociedade. As reuniões em cada um dos campi devem acontecer pelo menos uma vez por ano e a organização conta com a participação do Conselho Gestor e da Prefeitura do campus local.
Na abertura do encontro, o reitor Aluisio Augusto Cotrim Segurado ressaltou a importância desta aproximação institucional. “É com uma enorme satisfação que retomamos este programa, já no primeiro ano da nossa gestão, aqui em Pirassununga, um campus pelo qual tenho um carinho imenso e onde obtive muitos aprendizados. Foi justamente neste programa que percebi, pela primeira vez, ainda como pró-reitor de Graduação, a relevância de aproximar a administração central da comunidade estudantil, proporcionando um contato próximo com os coordenadores de todos os cursos de graduação, de uma forma que nenhum conselho central é capaz de substituir. Este, que é o maior campus da USP, nos maravilha com sua beleza e contato com a natureza, fazendo com que os próprios estudantes, ao perceberem a sua dimensão física, compreendam também a grandeza da nossa Universidade. ( Ler matéria completa no Jornal da USP )
Da esq. para dir. - Profa Dra Carmen Sílvia Favaro Trindade, Profa Dra Liedi Légi Bariani Bernucci, Prof Dr Rogers Ribeiro, Prof Dr Rafael Vieira de Sousa, Prof Dr Aluísio Augusto Cotrim Segurado e Prof Dr Arlindo Saran Netto no descerramento das placas
Fachada do ZEA-2
Créditos das fotos: Marcos - Reitoria / Welson-FZEA
Com a presença do magnífico Reitor da Universidade de São Paulo (USP), Prof. Dr. Aluísio Augusto Cotrim Segurado, da excelentíssima Vice-Reitoria, Profa. Dra. Liedi Légi Bariani Bernucci, da Profa. Dra. Carmen Sílvia Favaro Trindade, Diretora da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA), do Prof. Dr. Arlindo Saran Netto, Vice-Diretor, e demais autoridades, foi inaugurado o novo edifício do Departamento de Engenharia de Alimentos (ZEA), chamado de ZEA 2, do Módulo Didático das Agrárias e do Laboratório de Tecnologia de Produção e Sanidade Vegetal, os dois últimos do Departamento de Engenharia de Biossistemas (ZEB).
Os novos espaços ampliam a infraestrutura de pesquisa e ensino do campus, modernizando a formação em Engenharia de Alimentos, Engenharia de Biossistemas e áreas correlatas. O edifício ZEA 2 é um espaço multiuso que abriga laboratórios didáticos que serão usados também para pesquisa e salas de aula. O principal marco tecnológico deste edifício é a instalação do Centro de Inteligência Artificial IAgro-FZEA, que proporcionará a integração direta de ciência de dados, transformação digital e inteligência artificial aos processos agroindustriais, alinhando a pesquisa e a formação dos alunos às demandas tecnológicas contemporâneas do agronegócio. O Módulo Didático de Agrárias e o Laboratório de Sanidade Vegetal vão operar como infraestruturas de apoio prático direto ao campo. As instalações novas viabilizam a possibilidade de reformulações curriculares do curso de Engenharia de Biossistemas, visando a redução da carga teórica em favor de atividades práticas intensivas.
“Todos nós sabemos da alegria de quando nos mudamos para uma casa nova. Esta é uma casa que abrigará estudantes, servidores e servidoras, professores e professoras, pesquisadores e pesquisadoras, criando oportunidades de interação de diferentes departamentos em atividades de ensino, de maneira indissociável, às atividades de pesquisa, como está no DNA da nossa instituição. Formar lideranças para o mundo do trabalho e para a academia brasileira é responsabilidade da USP, o que consiste em aproximar a inovação e a geração de conhecimento transformador das atividades de formação. Este cenário será o palco do congraçamento de todas essas atividades, que resultarão, em última análise, na tradução desse conhecimento em benefício da sociedade”, celebrou o reitor ao se dirigir à comunidade acadêmica da faculdade.
Finalizando a cerimônia, a diretora da FZEA, Profa. Carmen, destacou que a inauguração do novo edifício representa a concretização de um projeto construído ao longo de muitos anos e que contou com o empenho de diferentes gerações da comunidade acadêmica.
“Estou aqui expressando o sentimento de muitos dos meus colegas, diretores que me antecederam e vários chefes de departamento que trabalharam para que este prédio acontecesse. Eu presenciei o momento em que a sementinha foi plantada.”, explicou.
A diretora também destacou a participação de diferentes gestores ao longo desse processo. Para Carmen, a nova estrutura terá papel fundamental na melhoria das atividades acadêmicas e de pesquisa da FZEA. “Quando estiver plenamente em operação, o prédio será fundamental para que possamos trabalhar em melhores condições e oferecer aulas ainda melhores. Teremos um laboratório de inteligência artificial, que poderá atender a todo o campus, o que é extremamente importante, considerando o momento em que estamos vivendo”, afirmou.
“Então, não preciso falar mais nada para dizer o quanto estamos felizes com essa conquista, que é de muita gente, de toda a nossa comunidade”, conclui a diretora.
Com a emissão de gases tóxicos, acúmulo de algas tem potencial impacto sobre a saúde, ecossistemas, o turismo e a pesca, dificultando a limpeza das praias
Credito da foto: Encalhe de sargaço em praias de Salinópolis - Pará
Foto: Geison Mesquita
Toneladas de sargaço, um tipo de alga acastanhada, têm chegado com maior frequência às praias brasileiras, formando extensos bancos que alteram as condições da zona costeira e podem afetar atividades como turismo e pesca. Pará e Maranhão estão entre os Estados que registraram os maiores volumes nos últimos anos. Apesar do aumento dos encalhes, o País ainda carece de dados sistemáticos sobre a ocorrência, a quantidade e a composição desses organismos, o que dificulta o planejamento de ações de monitoramento, manejo e remoção da biomassa. Para reunir informações, ampliar o monitoramento do fenômeno e subsidiar ações de conservação e gestão costeira, pesquisadores da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da Universidad de São Paulo (USP) analisaram registros científicos e notícias publicadas pela imprensa sobre encalhes de sargaço no litoral brasileiro entre 2010 e 2025. Os resultados foram publicados no artigo Encalhes de sargaço no litoral brasileiro: integrando registros científicos e midiáticos para apoiar a conservação e o monitoramento costeiro, na revista Aquatic Conservation: Marine and Freshwater Ecosystems.
Na USP, pesquisadores investigam formas de incorporar a biomassa do sargaço a soluções construtivas, buscando dar um destino a esse material que atualmente precisa ser retirado das áreas costeiras e, muitas vezes, não tem uma destinação definida. Uma das pesquisas é coordenada pelo professor João Adriano Rossignolo, do Departamento de Engenharia de Biossistemas da FZEA e coordenador do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Materiais para Biossistemas (BioSMA). O projeto Valorização do Sargassum para Construção Sustentável: Caracterização, Pré-tratamento e Aplicações em Soluções com Terra reúne duas frentes de pesquisa.
Veja matéria completa (Jornal da USP): completa: https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-biologicas/sargaco-invasao-de-algas-no-litoral-brasileiro-esta-mais-frequente/
O ranking “Updated science-wide author databases of standardized citation indicators”, é elaborado anualmente pelo professor John P. A. Ioannidis com pesquisadores da Universidade Stanford (EUA) e classifica os cientistas mais influentes do mundo nas respectivas áreas de atuação, analisando a atuação dos autores por meio de registros do Scopus. Sua quinta edição foi publicada em 04 de outubro de 2023 e possibilita a consulta de duas formas: O impacto das pesquisas ao longo da carreira ou o impacto específico em anos anteriores.
Na lista de 2022 constam 244 pesquisadores da USP e na categoria Impacto ao longo da carreira, são 211 pesquisadores da USP. Destes, 04 são da FZEA:
Profa. Dra. Carmen Sílvia Fávaro Trindade (Lista 01: 2022)
Prof. Dr. Carlos Augusto Fernandes de Oliveira (Lista 01: 2022)
Professor Dr. Holmer Savastano Júnior (Lista 01: 2022 e Lista 2: Ao longo da carreira).
Prof. Dr. Paulo José do Amaral Sobral (Lista 01: 2022 e Lista 2: Ao longo da carreira)
Lista completa de pesquisadores da USP mais influentes, por área (Ano de 2022).
Lista completa de pesquisadores da USP mais influentes, (Ao longo da careira).
Veja também a matéria completa do Jornal da USP.